Saiba mais sobre a doença que levou o ator Rafael Cardoso a fazer cirurgia no coração. Ele atualmente está no ar em quatro novelas da Globo.

Fonte: Assessoria de imprensa do Cardiologista

Crédito: reprodução Instagram do ator Rafael Cardoso

Na quinta-feira (3) passada, o ator Rafael Cardoso, de 35 anos, fez uma cirurgia para colocar um desfibrilador no coração, devido a uma miocardiopatia hipertrófica congênita. O anúncio foi feito pelo ator em suas redes sociais e deixou muita gente curiosa sobre a doença e como ela pode ser diagnosticada.

Crédito: Rizemberg Felipe – fotógrafo

De acordo com o cardiologista paraibano Valério Vasconcelos, a miocardiopatia hipertrófica é uma doença grave que leva ao aumento da espessura do músculo cardíaco, deixando-o mais rígido e com maior dificuldade em bombear o sangue. Também pode levar à morte.

“Embora a miocardiopatia hipertrófica não tenha cura, o tratamento ajuda a aliviar os sintomas e a evitar o agravamento do problema, prevenindo complicações como uma arritmia cardíaca e, consequentemente, uma parada cardíaca”, afirma o especialista.

Na maior parte dos casos, esclarece o médico Valério Vasconcelos, a miocardiopatia hipertrófica não apresenta qualquer sinal ou sintoma, sendo, muitas vezes, identificada numa consulta cardiológica de rotina. “No entanto, algumas pessoas podem sentir: falta de ar, especialmente ao fazer esforços físicos; dor no peito, principalmente durante o exercício físico; palpitações ou sensação de batimentos cardíacos rápidos; tontura; visão turva; cansaço excessivo”, alerta.

Quando algum desses sintomas surgem, o que o paciente deve fazer? O cardiologista Valério Vasconcelos explica que, nesses casos, o indivíduo deve ir ao médico para fazer os exames necessários (como eletrocardiograma e o ecocardiograma, que ajudam a identificar o problema) e iniciar o tratamento adequado. “Outros exames podem ser realizados, tais como teste na esteira, Holter de 24 horas e ressonância magnética do coração”, diz o especialista.

Valério Vasconcelos acrescenta que, normalmente, com o avançar da idade, ocorre o enrijecimento do coração. Também é comum haver aumento da pressão arterial e até arritmias, devido à alteração dos sinais elétricos no músculo cardíaco. “A fibrose miocárdica é uma área do músculo que fica pouco complacente e com isso aumenta a chance de arritmias cardíacas e morte súbita”, afirma.

Cirurgia feita no ator Rafael Cardoso evita morte súbita

A miocardiopatia hipertrófica acomete cerca de uma em cada 500 pessoas. A doença, que pode causar morte súbita, requer acompanhamento médico para avaliar o risco que essa hipertrofia do músculo cardíaco pode levar.

“A prevenção da morte súbita, nesses casos, é feita com o implante de um dispositivo cardíaco denominado Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI)”, explica o médico Valério Vasconcelos. Tal dispositivo, como o que foi colocado no ator Rafael Cardoso há poucos dias, é um tipo de marca-passo colocado no coração para que, em caso de uma arritmia maligna com risco de morte súbita, seja dado um choque direto no coração do paciente revertendo automaticamente a arritmia e evitando uma parada cardíaca.

“O desfibrilador implantável monitora o ritmo cardíaco 24 horas por dia. Se o coração estiver batendo muito rápido ou de forma irregular, o dispositivo envia pequenos sinais elétricos indolores para corrigir o ritmo cardíaco. Se o ritmo cardíaco continuar acelerado, o desfibrilador aplica um choque para trazer o ritmo cardíaco de volta ao normal”, explica o cardiologista Valério Vasconcelos. Ele ressalta que, “pacientes com miocardiopatia hipertrófica têm um risco maior de desenvolver sintomas graves de covid-19, sendo, portanto, considerados portadores de comorbidades”.

CURIOSIDADE – Após o anúncio da cirurgia cardíaca feita no ator Rafael Cardoso, vários comentários em tom de brincadeira foram postados na internet, relacionando o procedimento cirúrgico ao excesso de trabalho do artista. Isso porque, atualmente, o ator aparece em quatro produções na televisão: Ti Ti Ti (2010), A Vida da Gente (2011), Império (2014) e Salve-se Quem Puder.

ASSESSORIA DE IMPRENSA – ANGÉLICA LÚCIO – jornalista

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